Meu nome é Cristiano de Almeida
Eu sou negro
Possuo três filhos
E sou negro
Sou um administrador
É... Eu sou negro
Fui preso uma vez
Porque sou negro
Sou casado com uma bela mulher
E sou negro
Ela não se importa
Mas continuo negro
Eu fui negro, sou negro e serei negro até o fim dos meus dias
E me orgulho disso.
Por J.M.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
Como é bom ter amigos, não? Estão sempre ali quando você precisa e até quando você não precisa. Te fazem sorrir, chorar, enlouquecer, pagar micos, enchem seu saco. Mas apesar de tudo, são seus amigos e se preocupam com você. Cada sorriso seu importa, eles te fazem pensar que você não é só mais uma poeirinha jogada no canto. O que seria de nós sem amigos?
Cada conversa, briga, conselhos, palhaçadas... Todas essas coisas, que nos deixam tão felizes, pequenas coisas, puras e singelas... mas que nos fazem tão bem, nos fazem sorrir... Ah, como é bom sorrir, sorrir por nada, por qualquer coisa ou coisa alguma. É simplesmente bom! Então eu sou posso agradecer por esses anjos que Deus enviou pra mim e que eu chamo de Amigos.
(Dedico esse post àqueles que me fazem sorrir, minha melhor amiga e meu Amigo-anjo.)
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
A queda
A cada minuto que passava andava cada vez mais rápido, odiava passar por aquela rua, principalmente á noite. Suava frio e apertava meus livros contra o peito, como se aquilo pudesse me proporcionar algum tipo de proteção. O medo começou a tomar conta de mim, as luzes dos postes começavam a piscar assustadoramente, uma leve brisa gélida me rodeava. E a cada passo que eu dava parecia que a minha casa se distanciava mais. A rua estava completamente deserta, um vira-lata qualquer passeava por ali. Por um instante, pensei ter ouvido algo. Não conseguia mexer um só músculo. Estava petrificada.
- Consegue me ouvir? - sussurrou uma voz desconhecida em meu ouvido.
- S... Sim.- gaguejei.
- A queda não cancela a glória de ter subido.
Eu conseguia ouvir sua respiração nitidamente e então ... ele sumiu.
Acordei suando. Nunca tive sonho tão estranho como aquele, me arrumei lentamente e desci.
- Já vai? - indagou minha mãe displicente mente.
- Estou atrasada.
Cheguei cedo no colégio para evitar encontrá-los. Nunca fiz nada contra eles, mas insistiam em me fazer passar por motivo de chacota. Fui direto para minha classe de xadrez, onde ganhei três vezes consecutivas do meu parceiro. Encarei-o com um olhar de "Não tenho culpa" e ele riu. O seu sorriso, como eu o adorava; o observei por algum tempo e ele disse:
- Eu vou sair esta noite com uns amigos e minha mina, quer ir?
- Não, obrigada.
Como ele ousava pensar que eu, logo eu, gostaria de segurar vela para a namoradinha dele? Tamanha audácia me irritava. Saí rapidamente antes que mais alguém me chamasse.
Então foi que os vi, estavam todos lá juntos. Aqueles garotos vis, vingativos, chulos, dissimulados.
Como eu os odiava. Um deles, aparentava ser o líder, grunhiu:
- Olha lá gente, lá vem a quatro-olhos!
Eles gargalhavam. Um se aproximou de mim e me empurrou como se eu fosse um vira-lata qualquer. Caí no chão atordoada e espalhei todos os meus livros. Foi o pior momento da minha vida até que uma mão foi estendida em meu socorro e me ajudou a levantar, a agarrei como se daquilo dependesse a minha vida.
- Obrigada. - agradeci encabulada.
- A queda não cancela a glória de ter subido.
Por J.M.
- Consegue me ouvir? - sussurrou uma voz desconhecida em meu ouvido.
- S... Sim.- gaguejei.
- A queda não cancela a glória de ter subido.
Eu conseguia ouvir sua respiração nitidamente e então ... ele sumiu.
Acordei suando. Nunca tive sonho tão estranho como aquele, me arrumei lentamente e desci.
- Já vai? - indagou minha mãe displicente mente.
- Estou atrasada.
Cheguei cedo no colégio para evitar encontrá-los. Nunca fiz nada contra eles, mas insistiam em me fazer passar por motivo de chacota. Fui direto para minha classe de xadrez, onde ganhei três vezes consecutivas do meu parceiro. Encarei-o com um olhar de "Não tenho culpa" e ele riu. O seu sorriso, como eu o adorava; o observei por algum tempo e ele disse:
- Eu vou sair esta noite com uns amigos e minha mina, quer ir?
- Não, obrigada.
Como ele ousava pensar que eu, logo eu, gostaria de segurar vela para a namoradinha dele? Tamanha audácia me irritava. Saí rapidamente antes que mais alguém me chamasse.
Então foi que os vi, estavam todos lá juntos. Aqueles garotos vis, vingativos, chulos, dissimulados.
Como eu os odiava. Um deles, aparentava ser o líder, grunhiu:
- Olha lá gente, lá vem a quatro-olhos!
Eles gargalhavam. Um se aproximou de mim e me empurrou como se eu fosse um vira-lata qualquer. Caí no chão atordoada e espalhei todos os meus livros. Foi o pior momento da minha vida até que uma mão foi estendida em meu socorro e me ajudou a levantar, a agarrei como se daquilo dependesse a minha vida.
- Obrigada. - agradeci encabulada.
- A queda não cancela a glória de ter subido.
Por J.M.
Soneto I
Oh flor do céu!Oh flor cândida e pura!
Ganha-se a vida, perde-se a batalha
O sabor da vitória é mais doce que mel
e como o que era mundo volve a nada.
Quatro esperanças perdidas
Grandes metáforas largadas
A sinfonia da vida
simplesmente volve a nada.
Tocar meus lábios nos teus
É afogar-me no poço dos desejos
E admirar meu céu feito breu.
Amor, puro castigo
Por fim descubro, pro meu triste desatino
Amar se aprende amando.
Por: J.M.
(Esse soneto é formado por várias fragmentações)
Ganha-se a vida, perde-se a batalha
O sabor da vitória é mais doce que mel
e como o que era mundo volve a nada.
Quatro esperanças perdidas
Grandes metáforas largadas
A sinfonia da vida
simplesmente volve a nada.
Tocar meus lábios nos teus
É afogar-me no poço dos desejos
E admirar meu céu feito breu.
Amor, puro castigo
Por fim descubro, pro meu triste desatino
Amar se aprende amando.
Por: J.M.
(Esse soneto é formado por várias fragmentações)
Matheus, Pura Liberdade: FALANDO COMO DRUMMOND
Matheus, Pura Liberdade: FALANDO COMO DRUMMOND: " Que pode uma criatura senão, senão entre criaturas, amar? Dizer como Drummond eu não sei... e nem muito dizer sobre outras criatur..."
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