domingo, 17 de abril de 2011

Platônico

Vem sem saber de onde ou por que
Uma imensidão de tenros calafrios
Um querendo querido sem querer
A vida passada num sonho pueril

O apelo do sorriso na vontade
Numa triste incógnita melodiosa
Uma comparação que chega a crueldade
De tão perfeita, torna-se odiosa

Aquele que não sabe, anda perdido
Na triste e bela ânsia do meu ser
Como pode passar tão despercebido?

Nesse imenso e melancólico padecer
O que anseio não chega aos meus ouvidos
Talvez não seja um jogo de ganhar ou perder...

Por J.M.

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