Onde está você que não responde?
Onde estive eu que não pergunto?
Escondo-me de ti, procuro onde
Na minha covardia, acho astuto
Este monstro me persegue sem piedade
Numa enorme desatinada explosão de dor
Um fulgor enevoado. Será verdade?
Ou se esconde de mim o mesmo amor?
Então me pego num imperdoável engano
Um eu perverso e pulinâmine sepultado
Sombra de carícias desencontradas
Naqueles maus-tratos de amor mal-dados
Em um fingimento ardil e mal-amado
Repudio infeliz e eu não sonho.
Por J.M.
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